quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Relatório do X Encontro

Campo Belo ao amanhecer, em 7 de setembro de 2018


Quinta-feira, 06 de setembro de 2018.

Nosso encontro começou ainda em Belo Horizonte quando recebemos o Walter (Lua), meu colega da turma de 1964, seu filho Otávio e o amigo deste, Daniel, para iniciarmos nossa viagem a Campo Belo. As apreensões sobre entraves na estrada logo se confirmaram com o trânsito quase parado em Contagem, mas, desviando pela Via Expressa, retomamos nossa viagem sem maiores empecilhos para chegar ao Convento ao cair da noite, onde muitos dos encontristas já nos esperavam para os primeiros abraços.

Durante a viagem recebemos pelo WhatsApp a patética notícia que o candidato à presidência, o deputado Bolsonaro, havia sido atacado com uma faca, porém, sem mais detalhes, até achamos que poderia ser apenas mais um “fake news”; infelizmente, as ameaças de uma conturbada eleição foram confirmadas quando em Campo Belo soubemos da veracidade do atentado. Triste país, onde a vingança e a violência têm sido utilizadas como argumentos em uma eleição. Enquanto dirigia, lembrava minha última partida de Campo Belo, em novembro de 1966: como eu havia cumprido os pontos necessários para ser aprovado, fui liberado das provas finais; o Eustáquio tinha que ir a Belo Horizonte para votar, parece-me que no dia 15, e os padres resolveram que eu poderia ir mais cedo para casa, aproveitando o Eustáquio para acompanhar-me até Belo Horizonte. Opa! ou fui eu a companhia que ele necessitava para passar incólume pelas barreiras que havia nas estradas? Havia um congresso de estudantes programado para acontecer, e os suspeitos de para ele se dirigirem eram simplesmente retirados dos ônibus. Foi nesse clima de apreensão que fizemos a viagem, pois o Eustáquio corria risco de não poder passar. Parece-me que fui um bom escudo para ele. Eram tempos conturbados, as arbitrariedades aconteciam a qualquer momento, atingindo a qualquer um cuja face não o protegesse; as minhas lembranças se recusam a serem varridas para baixo dos tapetes da indiferença. E foi nesse clima que dei meu adeus ao colégio onde permanecera por três anos, pois não tinha mais a intenção de retornar.

Mas mesmo temendo por tempos vindouros de muitas preocupações, apague-se da memória tudo que corre pelos jornais, afaste os ouvidos da TV e entregue-se voluntariamente ao ambiente de paz que o Convento nos oferece junto a tantos amigos que, pelo menos ali, esquecem tais ardores e dissabores para entregarem-se à mais pura amizade. E no pátio do Colégio
A fanfarra continua brilhando
Dom Cabral a fanfarra já estava perfilando-se para nos oferecer uma acolhida prazerosa, enquanto nos entregávamos à dura tarefa de saborear os deliciosos pratos que nos foram oferecidos como boas-vindas pelos padres, acompanhados por um chope de qualidade, sucos e refrigerantes, e conversas interrompidas por um ano.

Foi um grande prazer ouvir o Pe. Tiago, que o Tupy nos permitiu a companhia levando-o ao encontro, discorrer livremente sobre os nomes completos dos padres que o Olímpio queria lembrar, sentindo-me um tanto frustrado pelos meus tropeços na questão de lembrança de nomes, pois quando os procuro, argh! eles somem, e nada disso acontecia com ele, tinha-os pronto sem titubear.

E a fanfarra do Colégio continua a brilhar como nos tempos do Pe. Cornélio: novamente a memória nos invade a fazê-lo desfilar cheio de garbo à frente dos seus alunos em momentos esperados por todos na cidade. O Pe. Wilson tocou num ponto sensível ao perguntar-nos se também nós, seminaristas, participávamos da fanfarra, e a decepção que sentíamos na época por isto não nos ser permitido ainda aflorou. Uma estreita comunicação com os alunos externos não era bem vista pelos antigos padres.

Mas a noite só trouxe festa: fanfarra, comidas, bebidas, conversas, abraços e uma boa noite de descanso para retirar a tensão que as estradas sempre causam.





Sexta-feira. A algazarra das maritacas e dos pássaros acordaram-nos bem cedo, e para esperar o horário do café nada melhor que um filme leve, cheio das caretas e das espertezas de Totò, o grande ator italiano precursor dos nossos trapalhões, arejando o espírito para colocar-me sempre mais longe das angústias que ameaçam nossas vidas.

Fim do filme, Totò não muda, ladrão ou policial é sempre o herói terno da malandragem à italiana, semelhante à nossa, e lá se vai novamente um pensamento sobre este povo ingênuo que se deixa levar por quase nada. Apague-se. Vamos ao café.

Bons dias para todos e para nós. Mesa boa, mesa farta de bolos deliciosos. Queijo e pão de queijo da melhor tradição mineira. Frutas e sucos.  Uma comunhão de boa vontade que os padres nos oferecem, e quando as bocas têm um intervalo de descanso, conversas; ninguém tem pressa de deixar as mesas descansarem, e assim os regimes se despedem sem remorso.

A manhã era livre, poderíamos ir ver o desfile cívico na praça da Matriz, onde o José Geraldo reservava aos seus amigos um lugar de destaque, mas muitos resolveram perambular por ali mesmo nas dependências do
Convento, aproveitando mais da companhia dos amigos debaixo de uma boa sombra.

Para o almoço foi-nos oferecido um churrasco. A barrica de chope, que nos havia recebido na noite anterior, estava a postos, pronta a servir o refresco para nossas gargantas ávidas, com ou sem colarinho. E, como já se tornou costume em nossos encontros, a Germana apresentou-se sob os cuidados do Lua, que nos ensina como deve ser apreciada. Ao lado da tradicional garrafa com palha de banana, uma outra, a Neide, era própria para fazer uma deliciosa caipirinha. Bom, foi só aí que descobrimos o seu rótulo “Unaged”. Perigosa a danada, o álcool se esconde debaixo do gelo e do açúcar fazendo os incautos bambolearem sem aviso, discorria o Lua. Para acompanhar o churrasco, arroz e um delicioso tropeiro, que logo deixou só lembranças; a satisfação se aliou à alegria no cuidado que o Nicodemos e os padres tiveram em escolher um bom churrasqueiro que nos pudesse fazer ainda mais celebrar nossos reencontros. 

A tarde avançando e a turma foi recolhendo-se aos quartos para uma sesta. Como meus olhos recusam-se a fechar enquanto a luz existe, ficamos por ali, eu e o Caio, a trocarmos lembranças daqueles tempos antigos tendo como visão as dependências que as acalentavam.

Foi-se a tarde, um banho para esgotar o pouco suor e era hora do jantar, um estrogonofe delicioso nos preparou para a reunião que haveria após. A tristeza não deixou de nos visitar quando a Nazaré recebeu a notícia que seu pai havia sofrido uma queda e teve que ser hospitalizado; ela sentiu muito e devido a isto foi-nos comunicado que eles partiriam cedo na manhã seguinte, e o Lulu se prontificou a levá-los de volta a Belo Horizonte.

O Tupy preparara um vídeo colecionando muitas fotos dos tempos do seminário e dos nossos encontros, rememorando os muitos padres crúzios que passaram por ali e pelo Brasil. Deixo a lembrança que este, que vos faz este relato, no primeiro encontro foi apenas um participante, não tendo em nada colaborado para organizá-lo, embora o Tupy me tenha apresentado em um quadro dos pioneiros.

E colocou-se em discussão o local do próximo encontro:
O Nicodemos propôs Leopoldina, com o intuito de permitir aos ex-seminaristas dessa cidade a oportunidade de participar dos nossos encontros, porém, pela dificuldade de organização, a proposta foi rejeitada. Propusemos um encontro em Alagoas, na Foz do Rio São Francisco, aproveitando que o Seoldo pretende visitar o local onde trabalhou e conheceu a Judith, mas as dificuldades que o próprio Seoldo colocou e a distância tornaram a proposta inviável. O Lua se prontificou a contatar um seu amigo que tem uma bela pousada em Arraial d’Ajuda, que nos pode oferecer condições especiais; aguardaremos uma proposta efetiva antes de nos decidirmos. O Lulu propôs abrir um grupo (o que já foi feito) para continuarmos a discussão.

E sem a definição do local do próximo encontro, fomos todos dormir.

Sábado. A manhã se levantou na mesma algazarra dos pássaros, e o café da manhã nos alegrou nos mesmos moldes do dia anterior. A gentileza dos padres e irmãos do Convento fazia-se sempre presente, havendo um momento em que alguns ohs! foram ouvidos quando das mãos de um Irmão foi oferecido um pedaço de banana assada com canela. Humm!

Tínhamos o dia programado para passarmos no Náutico Clube, e por volta das nove horas tomamos um ônibus que nos levou até lá, na estrada para Boa Esperança. Tristeza pelos nossos amigos que partiram cedo, alegria do Irmão Marcos e do seminarista Duiany que puderam aproveitar os lugares deixados vagos. Chegamos ao clube, ora chamado AcquaPark Mar de Minas, ambiente muito agradável, com tobogãs, piscinas diversas incluindo uma belíssima com ondas, fazendo a festa do Otávio, filho do Lua, e do Daniel, e também de alguns dos encontristas como o Eustáquio, que desceu
pelo tobogã mais íngreme deixando para trás o dinheiro que ficara no seu bolso.

Embora a água fria tenha espantado a maioria, o dia foi gostoso, almoço idem, e até mesmo um jogo de cartas se fez presente entre as mulheres, que sentadas debaixo de uma ampla sombra debaixo de um grande telhado disputaram uma longa partida de Buraco. Às quatro horas tomamos o ônibus para voltar a Campo Belo.
As ondas do Mar de Minas

 Houve uma missa solene e à noite estávamos livres. O grupo se dispersou à procura do que mais agradasse a cada um. Fizemos uma incursão à pastelaria no centro da cidade onde pudemos apreciar pastéis bem servidos e trabalhados, e boa noite.

Domingo. A rotina das manhãs se fez novamente presente e no refeitório apreciamos o café da manhã acompanhado pelas despedidas que começaram a serem feitas. A maioria se precipitou para pegar a estrada cedo com temor do grande fluxo de carros que à tarde provavelmente causaria problemas de engarrafamentos, principalmente na chegada a Belo Horizonte.

E o X Encontro encerrou-se definitivamente em nossa casa quando nos despedimos do Lua e dos dois meninos que com muita alegria nos acompanharam, e o Otávio levou para casa o novo apelido de Lua Nova.

Foram momentos de descontração e alívio das pressões que o ambiente de apreensão do país está causando-nos. Muitos agradecimentos devemos deixar para o Nicodemos, que coordenou o evento com maestria, para os padres e irmãos do Convento que nos receberam com tanta simpatia e aos funcionários que abrilhantaram a cozinha. Quero ainda deixar registrado que me preocupei com os baixos valores cobrados pela nossa estadia, conversei com o Nicodemos a respeito, e ele me disse que tudo foi calculado para servir-nos com a única intenção de ganhar a nossa alegria: nosso muito obrigado pelo que realizaram.

E obrigado a todos pela companhia tão prazerosa.









sexta-feira, 3 de agosto de 2018

PROGRAMA CONFRATERNIZAÇÃO: 10º EASO






PROGRAMAÇÃO:




01) - 06/09/2018    (quinta-feira)

19,00hs:  Colégio Dom Cabral: recepção -Coquetel - shopp.
             Apresentação da Fanfarra do CDC.


02) - 07/09/2018      (sexta-feira)

Manhã livre: desfile cívico.
12,00hs: almoço com churrasco: colégio dom cabral
19,00hs:Recreação: Convento Santa Cruz :Vídeo - Causos - Fatos - histórias.



03) - 08/09/2018      (sábado)
Café da manhã.
08,30hs: Saída para o Náutico Clube: Tudo incluído, exceto bebidas. Não se esqueça de         levar roupas de banho.
Retorno: 16,00hs.
19,00hs: Missa na Igreja de Santa Cruz.
Noite livre.



04) - 09/09/2018      (domingo)

Café da manhã
8,30hs: Reunião recreativa: Colégio Dom Cabral.
12,00hs: Almoço

Valor: R$235,00 por pessoa das despesas do programa.

INFORMAÇÃO DE CUSTOS DE POUSADA POR PESSOA:

CONVENTO: três quartos para casal - nove quartos com camas duplas e oito quartos individuais (todos os quartos do convento possuem banheiros). Valor por pessoa, incluindo café da manhã e refeição. R$150,00 por pessoa por todo o encontro.

As reservas para o CONVENTO devem ser feitas diretamente com o Nicodemos de preferência por mensagem de Whatsapp. Fique atento às suas mensagens para receber o número de telefone dele. Caso não seja possível, deixe sua mensagem de reserva neste blog.

   HOTEL ALVORADA: Apt. individual: R$65,00 com café da manhã (diária).
                Apt. Duplo: R$120,00 com café da manhã (diária).
                Apt.casal: R$170,00 com café da manhã (diária).

HOTEL PRESIDENTE: Apt. Stand: R$60,00 c/café da manhã (diária).
                 Apt. Stand. Casal R$115,00 c/ café da manhã (diária).
                 Apt. Duplo R$105,00 c/ café da manhã (diária).




sábado, 24 de março de 2018

A Benção do Novo Convento dos Crúzios.


Por Tupy
Revisão Siovani

EASO – SEMPRE PRESENTE NA VIDA DOS PADRES CRÚZIOS


I- RECORDANDO

NÓS, membros da EASO, participantes que fomos da Escola Apostólica Santa Odília, na cidade de Campo Belo, e do Colégio “Dom Cabral”, desde que nos constituímos como entidade, jamais nos esquecemos da Escola, do Colégio, dos Padres da Ordem da Santa Cruz – CRÚZIOS –e dos bons momentos em que lá estivemos e vivemos, tanto é que nossa entidade se encontra formada por pessoas que ali passaram desde a década de cinqüenta até 1968, quando da extinção do Seminário.(inserir as fotos mais antigas tanto Colégio como também da forma como se vivia naqueles tempos – se possível, em ordem cronológica – pode suprimir e/0u recolocar).

Nosso Primeiro Encontro foi lá! Sim, só poderia ser em Campo Belo!



2- AQUI NÓS, OH!
Elas, easistas, em 2008

Nós em 2008


Após uma conversa muito informal entre alguns ex-alunos da Escola Apostólica “Santa Odília” dos Padres Crúzios, radicados em Campo Belo,

(foi uma batalha árdua! Valeu? Ora, se valeu!)o 1º ENCONTRO DOS EASISTAS foi realizado em Campo Belo. Quem compareceu? Fica difícil, nesse momento, mencionar nomes e cognomes de todos, mas foram ......... (?)  (agora é com vocês, podem anexar quantas fotos tiverem deste 1º Encontro).


3- EASISTAS? QUEM SOMOS?

Fato curioso. Foi observado que não somos padres; que a formação obtida nos deu condições de sermos homens firmes na fé, bons filhos, cultos e excelentes profissionais entre muitas e tantas qualidades. A pergunta veio muito timidamente: como estamos vivendo? continuamos celibatários?
Resposta incontinente: NÃO! Cada um passou a lutar por sua vida. Estudamos; profissionalizamos-nos; namoramos, noivamos... casamos. Formamos famílias; temos filhos.
Conclusão: Justiçase fez enossas esposas, filhos, netos e aderentes passaram à parte de nossos Encontros. Foi maravilhoso!!!
ASSIM, EM TODOS OS ENCONTROS NOSSAS FAMÍLIAS
PASSARAM A SE CONHECER MELHOR.(inserir fotos)

4-EASO E PADRES CRÚZIOS




Em todos sempre contamos com a benfazejapresença de um dos Padres Crúzios. Em um desses Encontros,vejam as coincidências do destino,um Padre Crúzio, novinho, fez-se presente. Este fez um breve relato de como chegaram à ordenação Sacerdotal. Recordam? Todos foram recrutados de uma forma diferente da nossa.
Devido a situações internas dentro da OSC, perdemos todas as casas. Os novos obtiveram uma formação diferente. Deixaram de pertencer à Província do Senhor Bom Jesus, que agregava todos os padres no Brasil, e desde então passaram a receber uma formação fora do Brasil. Ficando então sob a orientação do Governo Central. Assim estudaram e receberam a formação filosófica, teológica e religiosa fora do Brasil. Não se esqueceram ao Brasil. VOLTARAM!

5- FOI O“RAIAR DE UMA NOVA AURORA”




Diacono Elione 
Que maravilha! Agora a família Crúzia conta com quatro Padres Crúzios brasileiros: José Carlos e Wilson, de Astolfo Dutra; Júlio, de Juiz de Fora; Elione, de Campo Belo. E mais. Sim, e mais outros postulantes vivendo em quartos apertados, capela e refeitório provisórios.Como disseram, estavam voltando aos valores e índole da vida religiosa.Colégio e Convento não coadunavam em termos ideais e tipo de vida. Tiveram que estabelecer um “layout” para acomodar a todos.
EUREKA! Perceberam que não poderiam viver dessa maneira. Espaço para construir não era problema. Faltava projeto, aquiescência do Governo Central, e acho até que do Bispo. “Nihil Obstat”! liberação total. MÃOS À OBRA. “ARREGAÇAR AS MANGAS”, quer dizer a batina, deixar o sossego do convento e sair à luta em busca de recursos. Recursos de todos os lados e de todas as partes. Tiveram início as obras.


Primeiro a Casa de Deus – Fonte de fé e esperança. Padre Guilherme foi a pessoa que mais lutou para isso, e a construção foi efetivada e concomitantemente foram delineados os passos para construção do novo Convento.



6- Os nossos nove encontros:

I -  2008: Campo Belo; 
II -  2010: Campo Belo; 
III -  2011: Campo Belo;
IV -    2012: Nova União; 
V -      2013: Campo Belo;
VI -      2014: Belém do Pará;
VII -      2015: Campo Belo;
VIII -      2016: Senhora de Oliveira;
XI -          2017: Juiz de Fora.
        

7- UMA SOLICITAÇÃO

Em um desses Encontros - não me relembro qual – o Padre Wilson, OSC, acompanhava-nos. Conversa vai, conversa vem, eis que este, agradecendo pelo convite para estar presente e parabenizando a todos pelo amor que demonstram pelos Padres Crúzios e pela convivência consolidada na Escola Apostólica “Santa Odília”, fez uma breve exposição da nova forma de viver a vida religiosa enfatizando que, diferentemente do que fora feito no passado para recrutar membros, agora deveria ser pelo exemplo de vida que agora vivem.E agora estavam trabalhando muito para dar continuidade à obra iniciada. COMOVENTE!
E aí? Onde entramos nessa? “LÁ VEM FACADA”.
Continuando em sua exposição, Padre Wilson disse que foram criadas comissões em todos os lugares por onde os Crúzios deixaram marcas de missão e evangelização. Aceitação total. Foi criada então a campanha

“AMIGOS DOS CRÚZIOS”
“Eu quero ter um milhão de Amigos”.

Sim!“AMIGOS DOS CRÚZIOS” - “Eu quero ter um milhão de Amigos” – continuou o Pe. Wilson – 


“Vocês fizeram parte da história da Escola Apostólica Santa Odília como seminaristas. Agora estamos chamando cada um de vocês para contribuírem com a continuidade das obras já iniciadas. Os recursos são insuficientes. As contribuições recebidas, infelizmente, não bastam para seguir o cronograma das obras. Estamos caminhando a passos de tartaruga. Ao participarmos desse Encontro,-foi no sítio do Lua- aproveitamos a oportunidade para solicitar a contribuição de todos para agilizar os trabalhos de construção e da inauguração e benção do Novo Convento.
‘O prédio não será apenas uma casa de formação de futuros Crúzios, nativos das terras brasileiras. Igreja e Convento estarão a serviço da cidade de Campo Belo e de toda a região pertencente à Diocese de Oliveira: acomodações para Retiros, Encontros de Jovens, etc, etc, inclusive para futuros Encontros da EASO.
‘Como podem contribuir? Basta que se inscrevam como “Amigos dos Crúzios”, indicando o valor e a forma de como devem ser enviadas as suas contribuições”(Proposta aceita. Comprometimento total).

Proposta apresentada – Proposta acatada


Padre Marino lançamento da primeira pedra - anos 50
8- PASSADO RELEMBRADO –  AÇÃO IMEDIATA – OBRA REALIZADA
Quantas emoções! Quantas lembranças de um passado longínquo!
Levantar – Arrumar cama – Primeiras higienes –Sala de Estudos – Rezar – Café da manhã – Aulas no Colégio Dom Cabral – Hora da merenda – Aulas de novo –
(completar a rotina do dia: estudos – sala de recreio – Futebol – etc.... (fotos...)
Assim vivíamos.
Éramos felizes e não sabíamos!



Saímos. Cada um foi viver a sua própria vida. Um vácuo ficou entre o que vivemos e o que haveria de acontecer. Se na Cruz está a salvação, por essa crença, fé e esperança de uma nova forma de viver a vida, a índole, o Carisma do Crúzios, tal como a Cruz, ficou de pé, e nós colaboramos nesse novo surgir, nessa NOVA AURORA. Do fruto de muitas contribuições, e nossas também, a semente brotou e cresceu e o resultado aí está:




9- VITÓRIA – TU REINARÁS – Ó CRUZ, TU NOS SALVARÁS

Observem e alegrem-se com o que estão vendo. Com a contribuição de muitos, e de muitos de nós da EASO, eles venceram. Nós vencemos juntos com eles.
As cerimônias da inauguração e benção do Novo Convento – como disse o Mestre Geral: do Novo Mosteiroproporcionaram a Campo Belo dias de reflexão, alegrias, festas; recesso no Colégio Dom Cabral, presença de insignes autoridades da OSC, de autoridades civis, militares e religiosas como o Sr. Prefeito, o Secretário de Desenvolvimento Social, da Educação, o Sr. Bispo de Oliveira, padres locais,  a fanfarra, o grupo cultural do Colégio, o Coral da Igreja do Alto do Morro; caravanas de vários locais onde a Campanha atuou e, como representantes dos membros da EASO: Raimundo Nonato e Nazaré, Edmundo e Maria, José Geraldo e Marta, Nicodemos; e o Padre Tiago,OSC, pelo Convento de Santa Tereza.
Esse Registro objetiva fazer com que todos os Easistas sintam o quanto fomos, estivemos e estamos sendo importantes para com os Padres da Ordem da Santa Cruz. Cada um de nós que contribuiu, com o mínimo que pôde, para a realização daquela obra, saiba que seu nome e de sua família, além de estar sob a proteção de Santa Odília, está registrado no painel exposto na entrada do Novo Convento.

10-O DÉCIMO ENCONTRO

Para nós, Campo Belo é o Colégio Dom Cabral, e o Colégio
Dom Cabral é nossa eterna casa: EASO.
Décimo? Sim! Décimo! Puxa vida! Como o tempo passa! Nesses dez aos de Encontros fizemos grandes amizades. Como foram belos. Fomos e estamos sempre elogiados por outras Congregações que tomam conhecimento. “Como é possível manter uma amizade tão antiga? Como é bonito ver fotos de meninos pequenos dentro de uma Escola de Formação Religiosa! Quantos homens de cabelos brancos com caras tão risonhas! E as esposas, belas e elegantes! Filhos, netos maravilhosos! São comentários lidos no nosso “blog”. Houve também quem lamentasse: “Que pena! A Igreja perdeu um bom número de sacerdotes e religiosos!”.
Defesa imediata das belas e maravilhosas esposas: “Que pena que pensem assim, pois esses homens de cabeças brancas são ótimas pessoas: profissionais de primeira linha,cristãos fervorosose autênticos. Esposos e companheiros de todas as horas, pais exemplares. São felizes e tementes a Deus; somos esposas fecundas e nossos filhos, frutos de um amor sacramental, vivem ao redor de nossas mesas e muitas de nós já estamos vendo e amando os filhos de nossos filhos. Formamos, como muitos dos cristãos: uma “Igreja Doméstica”.
Vale ou não vale? Valeu ou não valeu?
Preparem-se todos. Programem-se todos.
CAMPO BELO LHES ESPERA – CAMPO BELO NOS ESPERA

ARRUME AS TROUXAS. PROCURE EM SEUS ALFARRÁBIOS FOTOS, CARTAS RECEBIDAS, CARTAS ESCRITAS E NÃO ENVIADAS.

Obs.: Fique a vontade você, caro leitor,  e acrescentem o que poderá ser acrescido através dos comentários. 



O Décimo Encontro também será em Campo Belo. A Coordenação deste Décimo Encontro já está se movimentando para que sejamos todos bem acolhidos. 

Como dissemos acima, sempre estivemos presentes na vida dos Padres Crúzios de todos os lugares e, principalmente, em Campo Belo. Face a isso, nosso propósito de agora é mostrar como foi a Inauguração e Benção do novo Convento dos Crúzios em Campo Belo.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

CONVITE PARA A BENÇÃO DO CONVENTO SANTA CRUZ.


Boa noite, Rafael,

Segue em anexo o convite para a Benção do Convento Santa Cruz,

Nele se encontra toda a programação das festividades do evento.

Pedimos a gentileza de estender o convite a todos os Easistas.

Desde já agradecemos.

Atenciosamente,

Fr. Hiago Henriques dos Santos OSC
(35) 3831-1739


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

EM MEMÓRIA DO EASISTA EDGARD ALFENAS




  Pelo Easista Seoldo (Geraldo H. S. Rodrigues)
  24 de janeiro de 2018


         
Embora não seja 'de facto' o mais iluminado nem o mais velho dos EASISTAS terrestres, assumo a responsabilidade de 'falar', desta vez, em nome de todos, quer sejam 'maiores', quer sejam 'menores'... O sapo-boi-cururu-martelo batuca até morrer! Tentarei imitá-lo de longe...
          Exatamente há um mês atrás, na Véspera do Natal de 2017, nosso colega Edgard Alfenas atravessou para o outro lado do caminho, depois de um prolongado período de tempo lutando contra uma forma de câncer teimoso. Edgard agora “está vivendo no mundo do Criador, enquanto ainda estamos vivendo no mundo das Criaturas”... 'COM RESPEITO' eram sempre suas últimas duas palavras quando me mandava um email.
          Não é fácil 'perder' uma pessoa conhecida, um parente, e, sobretudo, um amigo!!! Mas assim manda a natureza... assim é/está programado... seremos transformados... é o CICLO... é a RECICLAGEM...  “Neste mundo nada se perde, tudo se transforma” como aprendemos há bastante tempo atrás no Colégio Dom Cabral, em Campo Belo, na aula de física. Parte da gente ficará por aqui em forma de energia...
          O EASISTA Edgard continuará nos genes de sua prole/descendência... na mente de seus colegas/amigos/parentes... e no coração de todos... Ele agora se juntou ao grupo onde estão o Bessa, o Carraro, o Marcos Rocha, o Zé Engrácio, o Renato Fidélis, o Renato Botelho e outros EASISTAS que o precederam. Que continuem estudando/rezando/brincando e cantando:
Oh, Chico Marieh!  Oh, Chico Mariah! Essa gente linguaruda não me deixa sossegá. Tudo sob os olhares dos Padres Marino, Clemente, Lucas, Humberto, Cornélio, Agostinho, Justino...


Sugestão para o EPITÁFIO de Edgard Alfenas:

COM ESPERANÇA VIVI NESTE MUNDO
FÉ EM CRISTO E EM NOSSA SENHORA
AJUDEI, REZEI PENSANDO PROFUNDO



SOU O QUE SOU...NUNCA VOU EMBORA.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

IX ENCONTRO EASO – JUIZ DE FORA – 09/2017

Tupy
Por TUPY

01 – PARA COMEÇO DE CONVERSA

EASO? O que isso significa? Como surgiu a ideia?
EASO? Já sabemos! Caso não saiba, procure saber ++ e +++
“Amigo é coisa para se guardar dentro do peito”. Assim diz a canção! E tempo vem, tempo vai, recordações, lembranças do passado surgem em nossas mentes e enchem nossos corações de.......... de saudade de pessoas, de fatos e acontecimentos que pareciam esquecidos em nossas mentes. Como viver o passado estando inserido em um presente cheio de tantos compromissos sem tempo para nada? Ah! A Tecnologia!!! O telefone! Sim, o telefone? O Google? Foi a partir dessas lembranças e do uso dos meios de comunicação que surgiu o ENCONTRO EASO (Escola Apostólica Santa Odília).

(inserir fotos antigas – do nosso tempo - eis)
Algumas – há outras melhores)

02 – PROBLEMAS, SIM – DÚVIDAS, MUITAS
Eis que surgem as figuras do Raimundo Nonato (de Belém - foto) do Rafael (Juiz de Fora - foto) (nomear outros e inserir fotos). Conversas – troca de informações. Assim foram costurando. Até que resolveram encontrar-se em Belo Horizonte e em Campo Belo para elaborarem um planejamento de ação concreta, distribuindo funções.
Não foi fácil! Esperançosos, destemidos, e acreditando na possibilidade do sucesso arregaçaram as mangas da camisa, puseram o pé na estrada e saíram para a luta. Adesões de imediato, muitas. Indefinições também. Descrenças? Nenhuma.

(deixo este espaço maior para possibilitar uma complementação ao texto e inserir mais fotos que ilustrem o aqui dito.  Ordem da maneira que acharem melhor)

03 - NOSSOS ENCONTROS
Após tantas e tantas conversas, cartas, telegramas, emails e o famoso Google, conseguiu-se encontrar quase todos os mais antigos colegas vivos e informações sobre os que “já passaram para o andar de cima”; foi estabelecida a primeira comissão que viria a cuidar de entrar em contato com todos e fazer o planejamento para o I ENCONTRO DA EASO.
Esses pioneiros foram: Raimundo Nonato, José Rafael,
(espaço para citar os demais , se necessário fazer acréscimos e inserir fotos da época)

O local escolhido, claro, só poderia ser CAMPO BELO. Por quê? Ora, por quê? Elementar, meus caros! CAMPO BELO. Foi lá que tudo teve início. Lá, na ESCOLA APOSTÓLICA SANTA ODÍLIA, começou a história de todos nós. Porque ali, “in loco” poderíamos encontrar-nos, relembrar o passado, ver o que fazemos atualmente, ouvir sobre nossas famílias: esposa, filhos, netos..... Como estamos praticando os ensinamentos passados pelos Padres Crúzios.
 (se quiser pode acrescentar algo e inserir fotos do mais antigo CDC e do atual CDC e de alguns padres da época.)


4 - RELEMBRANDO NOSSOS ENCONTROS
      Em Campo Belo, quem foi ???, quem não foi perdeu, não sentiu o calor e a alegria de rever os amigos, de recordar os bons e os maus momentos vividos dentro daquele prédio chamado SEMINÁRIO. Foi maravilhoso! Que testemunhem os que viveram essas primeiras emoções.  Isso se deu em setembro de 2008. Em 2009 não foi realizado um Encontro, uma vez que fora decidido que novos Encontros seriam realizados de dois em dois anos, e assim:
2008  -  Campo Belo
2010  -  Campo Belo
2011  -  Campo Belo (Hotel-Fazenda)
2012  -  Nova União
2013  -  Campo Belo
2014  -  Belém do Pará
2015  -  Campo Belo
2016  -  Senhora de Oliveira
2017  -  Juiz de Fora
5 - IX EASO – COMENTÁRIOS – FATOS E FOTOS
    Como sói acontecer no final de cada Encontro, a Comissão Coordenadora dos Encontros reúne-se para que todos juntos, e com os representantes de região onde ainda não foi realizado um Encontro, escolham o local do próximo. Assim foi feito em 2016 e a cidade agraciada para 2017 foi JUIZ DE FORA, seus representantes aceitaram de bom grado a escolha e se comprometeram a tudo fazer para sair a contento de todos e dentro dos objetivos traçados desde o seu início. Uma vez aceito, de imediato foram determinados os dias e que todos aguardassem informações.  
Local: Seminário Arquidiocesano de Juiz de Fora
Pergunta que não quer calar: “Seminário”?
Sim! Seminário. Como dizia nosso querido e saudoso Professor Ibiapina: “Uma vetusta, grandiosa e bela construção”. Pelo que se sabe foi inaugurado em 1926; é imenso. Há quartos para um batalhão; hoje está preparando-se para ser hotel para turistas e cursos diversos da própria Diocese. Foi reservado para este nosso IX  ENCONTRO, acontecido de  21 a 24/09/2017.
Além disso, para que pudéssemos sentirmo-nos (nas devidas proporções) como se estivéssemos na Capela, na sala de estudos, no refeitório, no dormitório, na sala de aula e declamação, nas salas de aula do Colégio “Dom Cabral”, no campo de futebol, no campo de pelada e na sala de recreio. Dos Padres professores, dos professores da cidade e dos colegas da cidade. Valeu? Nossa! Como valeu!! Lembranças do “arco da velha” brotaram. Nomes, situações, lágrimas, brigas entre si, raiva contra alguns dos padres, elogios a uns e outros e por aí se prolongou a conversa amiga saudável e sem mágoas.
De início, antes da recepção de chegada foi lembrado – pelos + velhos presentes -  o primeiro prédio do Colégio Dom Cabral (CDC); a construção e instalação do novo CDC. Os primeiros seminaristas. A vista que dava para a entrada da cidade, de onde se via a “jardineira” chegando com os novos seminaristas ou os que estavam de férias. Era uma alegria para com os que retornavam e felicitações para com os novatos.
Outros reviveram a figura do ”Padre Xerife” – quem era, quem era?? - Algumas de nossas esposas se assustaram. “Nossa! Foi dessa forma que vocês viveram”?, mas logo sentiam-se à vontade e continuaram seus comentários entre elas.
O JANTAR FOI UMA VERDADEIRA CONFRATERNIZAÇÃO
APÓS O QUE TODOS RETORNARAM PARA SUAS CELAS.
Celas? Sim! Assim ficaram conhecidos os nossos quartos. Os casais foram privilegiados, todos bem alojados. Os solteiros ficaram distribuídos em celas individuais ou juntos, com dois ou três companheiros. Houve quem dormisse bem; outros sofreram com roncos de garganta e de outra parte imprópria para dizer de onde; todavia, “entre mortos e feridos, todos se salvaram” e sorridentes se apresentaram para o café da manhã, como início do segundo dia do Encontro.
O local muito bucólico. Árvores, pássaros e aves. Permitam-me exprimir algum comentário.
Algumas das mulheres casadas diziam entre si: “Nossa, quem diria que um dia eu estaria no Seminário dormindo com um homem deste”.  “Nossa! Que sensação! Parecia que estávamos em pecado”! “Senti um prazer tão grande, que parecia com a nossa lua de mel”! “Não gostei! Uma cama bem grande, mas com cheiro de padre ou de bispo”! E muitos outros comentários mais. Os casados: “Como pude ficar tanto tempo enclausurado, com frio e sem um calorzinho para esquentar os meus pés”! Alguns dos solteiros diziam: “Eta cafezinho bom! Que pão gostoso! Outro acrescentou: “Do café e pão da Dona Luca, nem pensar”! “Bulão de café com leite, que maravilha! Ao colocar na xícara, primeiro vinham aquela belas e formosas formigas, de olhos grandes, vivas e dizendo: me bebe ou morre”. Um outro: “Que pão bonito! Hum! Deve estar gostoso! Merda! É só a casca, por dentro é massa pura sem ser cozida”!  + um: “Aposto que os padres não comem deste pão”! E por aí vieram tantos outros comentários que não ouso aqui declinar, a não ser “rosa-rosae.... Etc.  Saindo do refeitório, pausa na sala de estudos; em seguida aula nas salas do CDC.
Registramos a chegada do Lulu, do Edgar e suas respectivas esposas. Maravilha!
Falando em aulas. Quem se recorda do Sr. Professor IBIAPINA? Isso mesmo! Essa coordenação é demais. Imaginem, foram encontrar e buscar um irmão seu: Prof. José Dias Ibiapina. Não era tão cascudo como o irmão, mas falou, relatou fatos interessantes e contou muitas piadas.

(lembrar fatos ocorrido com ele em sala de aula - acrescentar) . 
(inserir fotos). 
Um convidado especial nos foi apresentado. O Sr. Prof. Roberto Dilly, membro de um setor municipal do Patrimônio Histórico Cultural de Juiz de Fora. Gente, o cara sabe e conhece muito da história local. Defensor fanático de Itamar Franco. Foi bonito! Mas, para alguns, não vou citar nomes para não me comprometer, consideraram mais bonita ainda a Secretária do Professor: ”Que mulherão, sô”! Valeu!!! Mesmo assim, alguns encontristas e algumas das encontristas começaram a ficar incomodados. Que coisa feia? Teria sido pela valiosa exposição? Nada disso. É que essas pessoas começaram a roncar. Não era de sono, não; nem “de peido”, não. E sim de fome. Assim, com um pouco mais de paciência, todos aguardavam por uma lauta mesa e foi mesmo. Outros esperavam “molhar o bico” com um golo que não fosse de água e sim da marvada. Quem trouxe de casa tomou e, ainda que escondidamente, ofertava aos colegas, mas a famosa estrangeira não apareceu. Ô Lua!!!!
“Comida no papinho, pé no caminho!”. Quem aguenta? Ninguém! Somos filhos de Deus e estamos em uma casa sacra. O bom mesmo é “tirar uma palhinha – uma sonequinha” e aí então dar continuidade à programação prevista: Passeio Turístico em Juiz de Fora. Três pontos chamaram a atenção: a Catedral, com toda sua espiritualidade e beleza artística (inserir fotos) ; o Cine Central, uma maravilha de prédio e beleza interna (inserir fotos). E o Museu da Estação Ferroviária, uma verdadeira conexão entre o passado e o presente de um meio de transporte chamado TREM. (idem) - fomos informados do regresso antecipado do Edgar, Lulu e esposas).
Algo de estranho tinha que acontecer. Gente: cadê o Tupy? O Tupy sumiu! Sumiu? Mas como? Se todos estávamos juntos. Coitado do Rafa! Lá foi ele atrás do Índio. Foi encontrado, ainda bem! Já pensaram o que iríamos dizer para a Marina? Tudo bem.
“Pediu cerveja, pediu Brahma Chopp, Brahma Chopp”! ou aquela que “Desce redondo”! Cadê? – Cadê? Estavam todos de garganta seca, doidinhos por uma “loura”, gostosa, geladinha, afinal, agora estávamos fora do “Seminário”, sem “Xerife” ou um dos seus substitutos. Partimos ao encontro dela, lá em MR. TUGAS, uma fábrica de cerveja; Dita e Tupy deram o ar da graça, fazendo-nos cantar e levando outros a fazer o mesmo e a contar algumas piadas. Chegamos. “Oba, vamos tirar a garganta da miséria”, uma vez que dentro da fábrica poderíamos ver, com detalhes, como a “loura” chega até nós e ... “pegá-la entre os dedos, tomá-la na boca deliciando-nos com seu sabor”. Ledo engano! Primeiramente, pagou-se o primeiro golo e, segundamente, todos os outros e degustando saboroso rodízio de pizzas, pagando também.  Gente, a Germana deu as caras. Tudo pago, rateado o custo... agora sim: a visita ao local da fabricação e...  saciados, de barriga cheia e sonolentos retornamos às nossas celas. BOM SONO PARA TODOS!
O dia de amanhã será “carregado”.
Dia 23, sábado.
“O galo cantou, o dia amanheceu...” Ninguém acordou. O Zé Maria chegou e como “bom Xerife” logo nos apressou: “vamos, gente, o ônibus já está lá fora, esperando”. ??? “que se....”??? Alguns retrucaram, vamos tomar nosso café com calma, “não é pessoal?” aclamação total. Lá fomos nós, a caminho da Fazenda Santa Clara, em Santa Rita de Jacutinga.
Preguiçosamente dirigimo-nos ao veículo. Alguns silenciosamente conversavam, uns dormitavam, outros apreciavam a paisagem. Viagem longa. Mais uma vez a Dita e o Chicão nos presenteiam com belas canções e interessantes paródias.
 (se achar a produção do Chicão e da Dita: publicar – vale a pena).
Imaginem, até o Siovani e o Rafael soltaram a voz. A Rose, desde o início do Encontro, comandou o espetáculo e o evento todo. Chegamos à referida Fazenda. Andar a pé já era uma rotina; foi assim que adentramos no ambiente.
Paisagem maravilhosa: rio correndo, uma ponte pela qual só passam bicicletas, motos e carros bem estreitos. Prédio antigo e grandioso: 365 janelas, 52 quartos e 7 salas; ornamentação toda do tipo colonial em estilo europeu com predominância do francês. Uma Capela linda e maravilhosa, lá Padre Júlio da Ordem da Santa Cruz celebrou a Santa Missa. Um senhor, neto dos antigos proprietários, serviu de cicerone mostrando todos os cantos da fazenda e contando história do local e dos tempos passados. De repente, sentiu-se a falta da Dita; e, procura daqui, procura dali, ela foi encontrada dormitando tranquilamente em uma cama fofa e do estilo da época que servia de mostruário. Imaginem a cena!
O Rosalino, o Lua e outros mais, ávidos de saber ou curiosidade demais, locupletaram-se de conhecimentos. O cheiro de mofo e a falta de ar puro em alguns dos locais deixou muitos coçando o nariz e espirrando. Ah! Ar puro e claridade: terminou a visita. (sinta-se à vontade para complementar informações e fatos verificados) 
“Caminhando e cantando... Bem vamos embora que esperar não é viver. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...”, com sede e com fome fomos caminhando... porém sem cantar, para o ônibus que nos levou a um restaurante que serviu almoço na base de “comida mineira”. Satisfeitos, cansados e sonolentos, assim sentimos que, apesar de saber, não fizemos hora, não esperamos acontecer, chegamos dentro do horário previsto para, em celas confortáveis, descansar e adormecer. VALEU!!!!!!!!
Valeram pouco as horas de repouso, pois, mais uma vez, lá veio o ZE MARIA. “Tá na hora – vamos pessoal, o ônibus já está esperando-nos para o jantar. Quando? Onde?
Que alegria, pessoal! Lembram ainda? Foi na residência do amigo e companheiro Alfredo, Dona Marina e toda a sempre bem agradável família. Surpresa foi na chegada. Ficamos embasbacados.
Por quê? Em toda a extensão da rua onde nosso amigo reside, deparamos com uma fila enorme de gente elegantemente vestida; as damas com seus longos e maravilhosos vestidos; os cavalheiros de terno completo. E agora, pensamos: “nós aqui deste jeito”! Uns de bermuda, sandálias, barba feita ou por fazer, em todo caso estavam perfumados. Nossas esposas, como sempre bem vestidas, mas não com tanto esmero em virtude do que se via na grande fila de espera; foi  apenas um susto. As dúvidas foram sanadas com a chegada do anfitrião. Bem ao lado da sua casa há uma casa de recepção social e lá estava acontecendo uma recepção de casamento. Ufa! Ainda bem, pois algumas das nossas damas já estavam pensando em voltar.
Acredito que nosso encontro de confraternização teve mais sucesso e grande alegria dado ao ambiente sadio, agradável e fraterno.  A família se esmerou. Da entrada, do subir e ao descer a escadaria no final, só podemos elogiar. Água com frutas, água sem frutas, refrigerante, cerveja, wisque, batida de diversos sabores, pinga da roça. Até a Germana apareceu, apareceu tanto que serviu até para fazer batida a pedido de algumas damas; petiscos dos mais variados e muito gostosos. No jantar teve de tudo: salada, strogonof, carnes, até um maçarico foi utilizado para flambar a carne e o queijo, delícia! E a sobremesa?
Sobremesa pesada foi a discussão para a escolha do local do X ENCONTRO. Propostas foram colocadas: Belo Horizonte, descartada por falta de número insuficiente desta cidade para responder pelo sim ou pelo não. Fortaleza, bom, contudo não obteve muita aceitação para esta vez. Bahia, Arraial da Ajuda, da mesma forma decidiu-se para uma outra oportunidade; cada proposta foi colocada e defendida pelo proponente. Alguém lembrou que poderia ser em Campo Belo, devido à comemoração dos 10 anos da realização do Iº Encontro. Bem lembrado. Aplaudida e aceita a sugestão. Assim, o Xº EASO será realizado em Campo Belo; e já contando com o “aceite” do pessoal de lá e com o aceite do Padre Júlio. Bravo!!!
Aí veio a sobremesa. Nessa hora ninguém pensou em regime ou de se sentir satisfeito com a comilança. Entraram de sola, ou melhor, com boca e tudo nas iguarias.
A anfitriã, Marina, não deixou suas amigas irem embora de mãos vazias, ofertando a cada uma um belo pano de prato bordado em ponto de cruz e com a mensagem: “Amigas para sempre”, o que causou bons momentos de alegria e agradecimento.
Parabéns Alfredo e familiares. Muito, muito obrigado. Deus lhes pague por tudo.
Foi aí que eu entrei de gaiato! O Rafa me chama em um canto e ao pé do ouvido, muito sutilmente, convoca-me, sem direito à recusa, para ser desta vez o Relator deste Encontro.
“Roma locuta, causa finita”. O pior de tudo é ter que assumir a clareza, sutileza e subjetividade do amigo Siovani nesta tarefa. Vamos ver o que este escriba poderá apresentar.
Andar, andar faz bem, e foi andando que se chegou ao ônibus e ao Seminário para dormir.
24 de setembro, domingo
Eis que às 07h30 chega uma pessoa que nos tem acompanhado de perto, olhos abertos, orelhas em pé, agitado e agitando o grupo, como uma COTIA ágil e esperta a conduzir sua prole. Presença constante informando e tomando decisões rápidas. Parabéns, Amigo. Nesta manhã, no entanto, fomos mais espertos, tomamos café primeiro; mas, assim mesmo, cumprimos suas ordens e logo estávamos no “bus” para uma visita ao Centro de pesquisas da UFJF e o Morro do Cristo.
Parecíamos alunos novatos. Muitas novidades. Quadros, molduras, aparelhos de certas utilidades desenvolvidos e fabricados pelos próprios alunos. Muitas curiosidades e, mais uma vez, curiosidades muitas foram sanadas pelos jovens instrutores e inventores. Valeu, valeu tanto que não sobrou tempo para chegar ao Morro do Cristo.
Após essa visita ao Centro de Pesquisas da UFJF, dirigimo-nos para o local onde seríamos homenageados pelo amigo e colega, bem como pelos seus familiares, Alberto Medina. Ótimo local, ótima cerveja, excelente comida e amizade e fraternidade sem limites.
As gentilezas do casal ainda cuidaram de também oferecer um brinde às esposas presentes, tendo a Conceição entregue a cada amiga uma bela bonbonnière.
Lembramos ainda da caneca comemorativa do IX ENCONTRO que os participantes hospedados no Seminário receberam, belo brinde cuidadosamente elaborado pela Comissão Organizadora.
OBRIGADO MUITO OBRIGADO – DEUS LHES PAGUE.
ATÉ CAMPO BELO.